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Percurso

Quem conhece o Rio Tietê apenas pelo trecho que passa pela capital paulista dificilmente consegue imaginar o quanto ele é diferente em outros pontos. O rio nasce nas escarpas da Serra do Mar, numa região conhecida como Pedra Rajada, em Salesópolis a 22 quilômetros do Litoral. Em vez de correr para o mar, como é mais comum, o Tietê dirige-se ao interior.

Nem mal se forma e já encontra a região mais industrializada e populosa do Brasil, a Grande São Paulo. Ainda com pouca força e água, ele começa a receber toneladas de lixo e esgoto até chegar na cidade de São Paulo completamente sujo.

Após passar pela capital, o Rio Tietê continua recebendo a poluição de rios e córregos que deságuam nele, como o Pinheiros, até a cidade de Jundiaí. Mas não é em toda a extensão do rio que se vê poluição. Em Itu, Porto Feliz e Salto pode-se observar espuma, nascida do turbilhonamento das águas nas quedas e corredeiras, o que contribui para oxigená-lo e diminuir sua sujeira.

Seguindo para o interior, o rio percorre rochas de origem vulcânica, atravessa as serras do Tabuleiro e de Botucatu e, finalmente, chega limpo à Barra Bonita. Nesta cidade, o rio é volumoso e navegável na maior parte de seu curso. De lá, ainda existe um longo caminho até alcançar a fronteira entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde irá desaguar no rio Paraná. Na maior parte desse trecho, há peixes vivendo em suas águas. No total, o rio possui 1,1 mil quilômetros de extensão.

Bacias Hidrográficas

Ao longo do Rio Tietê existem seis bacias hidrográficas. Bacia hidrográfica é o conjunto de áreas drenadas por um rio e seus afluentes.

De leste, onde nasce, para oeste se formaram no Rio Tietê a bacia hidrográfica do Alto Tietê, do Médio Tietê, do Piracicaba / Jundiaí, do Tietê / Jacaré, do Tietê / Batalha e a bacia do Baixo Tietê. O trecho mais problemático é o da Bacia do Alto Tietê, onde está a cidade de São Paulo e outros 33 municípios da Região Metropolitana. Nesta área, o rio e a maioria dos seus afluentes estão completamente poluídos. Para mudar essa situação, a Sabesp colocou em operação em 1992 o Projeto Tietê.



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