
A 1ª Etapa foi idealizada e executada entre 1992 e 1998, sendo que as obras de maior porte e grandes investimentos foram realizadas de 1995 a 1998.
Tudo começou em 1992 quando a Rádio Eldorado e o Jornal da Tarde incentivaram uma manifestação popular que resultou em um documento com 1,2 milhão de assinaturas a favor da despoluição do Rio Tietê.
O Governo do Estado iniciou as contratações e o programa ganhou impulso a partir de 1998.
A Sabesp ficou responsável pela coordenação e execução das principais obras do sistema de coleta e tratamento de esgoto da Região Metropolitana de São Paulo, onde há maior despejo de poluentes.
Pela quantidade de intervenções, as atividades foram divididas por etapas, a exemplo do trabalho desenvolvido no Rio Tâmisa, em Londres.
A primeira fase do Projeto Tietê foi realizada entre 1995 e 1998. Com investimentos de US$ 1,1 bilhão foram inauguradas 3 novas estações de tratamento de esgotos: São Miguel, ABC e Parque Novo Mundo. Além disso, a Sabesp ampliou a capacidade de tratamento da Estação de Barueri de 7 para 9,5 mil litros de esgotos tratados por segundo. Foram construídos também 1,5 quilômetro de redes coletoras, 315 quilômetros de coletores - tronco, 37 quilômetros de interceptores e mais 250 mil ligações domiciliares.
A melhoria da qualidade de vida da população dos municípios próximos ao Rio Tietê é visível. Os moradores de Salto e Itu, por exemplo, passaram a ver peixes no trecho do rio que corta suas cidades.

Ampliação do serviço de coleta de esgotos a 250 mil famílias (com benefícios diretos para cerca de 1 milhão de pessoas);
Redução em 120 km do trecho poluído na Bacia do Alto Tietê;
Aumento do índice de esgoto coletado na Região Metropolitana de São Paulo de 70% para 80%;
Aumento do índice de esgoto tratado na Região Metropolitana de São Paulo de 24%para 62%;
Em janeiro de 2000, a Sabesp também inaugurou o Emissário Pinheiros-Leopoldina, uma tubulação com quase 3 metros de diâmetro e 7,5 quilômetros de extensão que receberá os esgotos de quase toda a bacia do Rio Pinheiros para serem tratados na Estação de Barueri. A instalação é responsável pelo transporte de 3 mil litros de esgotos por segundo, beneficiando 3,6 milhões de pessoas por meio da redução de 90% da carga poluidora.